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O QUE � FOLCLORE ?

22 de agosto - Dia do Folclore

Entenda o que � folclore e conhe�a algumas lendas brasileiras

Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 atrav�s de um decreto federal. No Estado de S�o Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o m�s do folclore.

Os mitos: Saci-Perer� - Boitat� - Curupira (ou Caipora) - Lobisomem - M�e D'�gua, a Iara - Mula sem Cabe�a - Negrinho do Pastoreio.

O que � "folclore"?

Folclore � o conjunto de todas as tradi��es, lendas e cren�as de um Pa�s. O folclore pode ser percebido na alimenta��o, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma na��o.

Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folcl�rico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradi��o popular, ou pela imita��o".

Para que serve?

O folclore � o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um Pa�s, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua Hist�ria. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que � preciso que este seja praticado por um grande n�mero de pessoas e que tamb�m tenha origem an�nima.

Qual a origem da palavra "folclore"?

A palavra surgiu a partir de dois voc�bulos sax�nicos antigos. "Folk", em ingl�s, significa "povo". E "lore", conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura europ�ia que em 22 de agosto de 1846 publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, ap�s a reforma ortogr�fica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu tamb�m o h�fen e tornou-se "folclore".

Qual a origem do folclore brasileiro?

O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por �ndios, brancos e negros. Saiba mais:

Regi�o Sul

Dan�as: congada, cateret�, bai�o, chula, chimarrita, jardineira, marujada.

Festa tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.

Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sap�, Tiaracaju do Boitat�, do Boigua��, do Curupira, do Saci-Perer�.

Pratos: churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.

Bebidas: chimarr�o, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.

Regi�o Sudeste

Dan�as: fandango, folia de reis, catira e batuque.

Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabe�a, Iara, Lagoa Santa.

Pratos: tutu de feij�o, feijoada, lig�i�a, carne de porco. Artesanato: trabalhos em pedra-sab�o, colchas, bordados, e trabalhos em cer�mica.

Regi�o Centro-Oeste

Dan�as: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor .

Festas tradicionais: carvalhada, tourada, festas juninas.

Lendas: p�-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Perer�, Ram�ozinho.

Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.

Regi�o Nordeste

Dan�as: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, bai�o, capoeira, caboclinhos, bambol�, congada, carvalhada e cirandas.

Festas:: Senhor do Bonfim, Nossa. Senhora da Concei��o, Iemanj�, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paix�o de Cristo, em Pernambuco; romarias - destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Cear�.

Regi�o Norte

Dan�as: marujada, carimb�, boi-bumb�, ciranda.

Festas: C�rio de Nazar� (Bel�m), ind�genas.

Artesanato: cer�mica marajoara, m�scaras ind�genas, artigos feitos em palha.

Lenda: Sumar�, Iara, Curupira, da Vit�ria-r�gia, Mandioca, Uirapuru. Pratos: caldeirada de tucunar�, tacac�, tapioca, prato no tucupi.

FOLCLORE DO ESTADO DO ESP�RITO SANTO

O folclore do Esp�rito Santo � t�o diverso quanto �s origens �tnicas e culturais do povo da regi�o. Influ�ncias portuguesas, africanas, italianas e alem�s coexistem e se mesclam num surpreendente mosaico que abriga desde os romances cantados e cantigas de roda da Pen�nsula Ib�rica aos ritmos quentes das chulas e lundus das senzalas.

Este trabalho revela nuances de algumas das mais expressivas manifesta��es da cultura popular capixaba, como a banda de Congo "Amores da Lua", a mais famosa de Vit�ria; o Jongo, o Caxambu e o Catamb� - dan�as cantadas precursoras do samba; o Reis-de-Boi e as Pastorinhas, folguedos de origem b�blica que comemoram o nascimento de Jesus; e o Ticumbi de Concei��o de Barra, tradicional bailado em louvor a S�o Benedito.

E no artesanato, destacam-se as famosas paneleiras com seus artefatos de barro queimado, e os trabalhos com conchas das regi�es de Guarapari e Pi�ma.


Bandas de Congo

Conjunto musical t�pico das regi�es litor�neas do Esp�rito Santo, a banda de congo toca e canta principalmente em festas religiosas, como as de S�o Benedito, S�o Pedro, S�o Sebasti�o e Nossa Senhora da Penha.

S�o grupos compostos por pessoas simples, que utilizam instrumentos rudes feitos por eles mesmos com pau oco, barricas, taquaras, peles de animais, folhas-de-flandres e ferro torcido.

Tambores, caixas, cu�cas, chocalhos, casacas, ferrinhos ou tri�ngulos, pandeiros. Ao som desses instrumentos, homens e mulheres cantam velhas e tradicionais toadas, em que h� refer�ncias � escravid�o, � guerra do Paraguai, aos santos de devo��o popular, ao amor, � morte e ao mar.

S�o toadas marcadas pelo alongamento das vogais finais no fecho dos versos, o que confere um certo ar melanc�lico entre as batidas de percuss�o.

Grupo do tradicional folclore capixaba, as bandas de congo aparecem registradas em documentos antigos.


Reis-de-Bois

O Reis-de-Boi tem origem b�blica, e ao longo de um m�s comemora a adora��o do Menino Jesus pelos Reis Magos. Acompanhados por sanfonas e pandeiros, os foli�es assumem personagens humanos, animais e entidades fant�sticas, cujas aventuras giram em torno da morte e ressurrei��o do boi.


Pastorinhas
Tamb�m de origem b�blica, as Pastorinhas anunciam o nascimento de Jesus em Bel�m. Doze mo�as vestidas de saia xadrez, blusa branca e usando chap�u de palha enfeitado bailam e entoam seus c�nticos.


Folias de Reis
As folias de Reis s�o muito comuns nos munic�pios do sul do Esp�rito Santo. S� em Muqui, por exemplo, existem 15 grupos, com seus palha�os cabriolando e fazendo gra�as.


Caxambu e Catamb�
O Caxambu e o Catamb� s�o cantorias t�picas do sul do Esp�rito Santo, tradicional em Cachoeiro. As batucadas varam as madrugadas, e nelas s�o usados tr�s tipos de tambores: dois maiores e um pequeno, chamado de candongueiro nas rodas de samba.


Ticumbi

Realizado a mais de 200 anos e passado de pai para filho, o Ticumbi � o mais tradicional folguedo em louvor a S�o Benedito. Os ensaios se iniciam em outubro, e as festas acontecem nos dois �ltimos dias de dezembro e no primeiro dia do ano, tanto em Concei��o da Barra como em Ita�nas.


Jongo
Durante as festas juninas ou de S�o Benedito, o povar�u se re�ne para o Jongo, dan�ando e sapateando ao som dos tambores.

O congo dos mascarados foi inventado para comemorar a festa de Nossa Senhora da Penha. � um mundo de gente, que se estende por quil�metros e quil�metros da estrada de Cariacica, agitando com seu baticum a tranq�ilidade da zona rural.


Influ�ncias Europ�ias

As influ�ncias europ�ias s�o v�vidas na cultura popular do Esp�rito Santo. Bons exemplos s�o os grupos de dan�as, que promovem as melhores tradi��es italianas e pomeranas.

No s�c. VIII a Espanha foi invadida pelos �rabes, que l� ficaram por 800 anos. O Alardo � uma representa��o popular das lutas entre mouros e crist�os.


Assombra��es, frades e tesouros

Lendas de frades indicando tesouros existem em quantidade em nossa cidade. Numa �poca em que os colonos, escravizando os �ndios, contavam com os seus fortes bra�os para os enriquecerem, os jesu�tas, como anjos protetores, procuravam coibir os abusos catequizando os gentios.

Como resposta, sofreram toda sorte de persegui��es, dando-se conflitos nas capitanais, at� que o Marqu�s de Pombal resolveu expulsar os jesu�tas de Portugal e das col�nias. A�, ent�o, segundo os antigos, enterravam eles seus tesouros para que n�o fossem despojados dos mesmos, esperando rev�-los quando voltassem.  

Na fonte dos Frades costumava aparecer um frade em p�, na beirada do po�o ali existente. Esta fonte fica localizada ao p� do morro da Penha e recebeu este nome porque l� os escravos apanhavam �gua para os frades do Convento beberem, por ser �gua muito boa. Ali tamb�m as escravas da Penha lavavam, n�o s� a roupa do Convento, mas tamb�m a roupa da grande freguesia que tinham na cidade. Gabavam-se de ser a roupa mais bem lavada da cidade e que cheirava �s folhas perfumadas com que costumavam esfreg�-las.

Tamb�m na beira do po�o do Amorim (no caminho para Inho�) aparecia sentada uma linda jovem de cabeleira loira solta ao sabor do vento. Esta mesma jovem, em noites de luar, aparecia em p� no alto da pedra de Nossa Senhora, em frente ao po�o.  

Num lugar, conhecido na �poca como Cruz das Almas, situado entre a Praia Formosa e o s�tio onde funcionou a primeira f�brica de sab�o de Vila Velha, � noite, aparecia um padre debaixo de uma �rvore. Este padre morrera naquele local, que ficou respeitado por todos. Os canoeiros, por ali passando, tiravam o chap�u e se benziam.

Adaptado de "Vila Velha de Outrora", de Maria da Gl�ria de Freitas Duarte
 


A TROVA FOLCL�RICA
Trecho do Livro de Cl�rio Jos� Borges, "Origem Capixaba da Trova", publicado na Serra, ES, em Outubro de 2007.

Uma dos mais importantes pesquisadores do Folclore do Estado do Esp�rito Santo foi o Professor Guilherme Santos Neves. Nascido a 14 de Setembro de 1906 e j� falecido, o Professor Guilherme nasceu no Esp�rito Santo e foi membro da Academia Espirito-Santense de Letras. Publicou os livros �Cantigas de Roda�, em 1948 e �Cancioneiro Capixaba de Trovas Populares�, em 1949, entre outros livros.

GUILHERME SANTOS NEVES nasceu no dia 14 de setembro de 1906, na cidade de Baixo Guandu, ES. Bacharelou-se em Ci�ncias Jur�dicas e Sociais, exerceu as fun��es de Juiz do Trabalho e Professor da Universidade Federal do Esp�rito Santo. Dedicou-se, de corpo e alma, ao estudo do Folclore, havendo publicado mais de cem livros e folhetos, entre os quais Cancioneiro capixaba de trovas populares (1949), Alto est� e alto mora (1954), Hist�ria popular do convento da Penha (1958), Folclore brasileiro: Esp�rito Santo (1959), Romanceiro capixaba (1980), Cantigas de Roda I e II (s/d), al�m de artigos e ensaios publicados em jornais e revistas especializadas. Foi membro do Conselho Nacional de Folclore. Faleceu em Vit�ria, ES, no dia 21 de novembro de 1989.

Antes de falecer, j� bastante idoso, o professor Guilherme Santos Neves, no per�odo de 1980 a 1989, participou de algumas promo��es do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, chegando a prefaciar o livro �O Trovismo Capixaba�, de Cl�rio Jos� Borges, publicado em 1990.

Na Revista �Folclore�, �rg�o da Comiss�o Espirito-Santense de Folclore, n�mero 92, publicada em agosto de 1979, o Professor Guilherme conta a hist�ria de Dalm�cia Ferreira Nunes, uma mulher nascida em Ca�aroca, pequena vila do interior de Cariacica, Esp�rito Santo que f�ra trabalhar como empregada dom�stica em sua casa.

Conta ele que Dalmacinha ou Macinha foi trabalhar em sua casa em mar�o de 1946, ou seja tr�s anos antes do professor Guilherme publicar o seu livro �Cancioneiro Capixaba de Trovas Populares.�

Dalm�cia Ferreira Nunes era dotada de excelente mem�ria. Humilde e de pouca instru��o, tinha o privil�gio, isto �, a qualidade de gravar com facilidade as cantigas e os versos que ouvia. Ouvira as cantigas e as Trovas de sua m�e e de suas tias, quando de noite se reuniam para conversar. Como naquele tempo as pessoas do interior n�o possu�am r�dio e a televis�o ainda n�o existia, pois s� chegou no Brasil em 1950, o maior divertimento eram as reuni�es que se faziam com as fam�lias durante a noite, no quintal das casas do interior do Brasil.

Assim as hist�rias, as cantigas e as Trovas eram contadas e cantadas pelos mais velhos e Dalmacinha, em Ca�aroca, ainda crian�a, ia gravando-as na mem�ria.

Literatura Oral era a forma praticada pelos antigos que contavam hist�rias e recitavam Trovas para os mais novos, numa �poca em que os livros eram raros, ou seja, quase n�o existiam. Assim Dalmacinha e muitas outras mulheres idosas e os conhecidos �pretos velhos� deste pa�s, portadores de excelente mem�ria, s�o os que d�o excepcional contribui��o para os pesquisadores, formando a Literatura Oral Brasileira.

Dalm�cia faleceu a 13 de Agosto de 1968, sendo enterrada, junto aos seus parentes, no cemit�rio de Barra do Jucu, ent�o um povoado, hoje bairro importante e tur�stico de Vila Velha, Munic�pio da Grande Vit�ria.

Na Revista j� citada �Folclore�, de 1979, o artigo do professor Guilherme Santos Neves ocupa oito p�ginas. Ali est�o 76 Trovas. Tr�s est�rias. Vinte e nove supersti��es e crendices, onde constam mais tr�s Trovas e cinco Advinhas. O t�tulo � �Folclore de Ca�aroca� e traz uma foto de uma senhora com um len�o na cabe�a e a legenda: �Informante Dalm�cia Ferreira Nunes.�

A primeira Trova refere-se ao fato de que, segundo o Professor Guilherme, Dalm�cia: �Para comentar um fato, registrar um instante, para fixar um sentimento, dizia sempre uma Trova. Algu�m falava em viajar, e logo, l� vinha a Trova adequada:

Adeus, minha sempre-viva,

at� quando nos veremos.

As pedras do mar se encontram,

assim n�s tamb�m seremos...�

Eis algumas Trovas Populares, resgatada do passado gra�as a oportuna pesquisa do Professor Guilherme Santos Neves e a mem�ria de Dalmacinha e que constam do artigo publicado na Revista �Folclore�:

De correr venho cansada,

de cansada me assentei,

achei o que procurava,

agora descansarei...

Abacate � fruta boa

enquanto n�o apodrece.

O amor � muito bom

enquanto n�o aborrece...

Atirei um lim�o doce

na menina da janela.

Ela me chamou de doido,

doidinho estava eu por ela.

Eu n�o quero Santo alheio

dentro do meu orat�rio.

Eu s� quero meu santinho

pr� fazer meu pedit�rio...

Eu perguntei � Fortuna

de que � que eu viveria.

Ela foi me respondeu

que o tempo me ensinaria.

Eu plantei um p� de cravo

na janela do meu bem.

Todo mundo passa e cheira,

eu n�o sei que cheiro tem...

Menino se tu soubesses

o bem com que eu te adoro,

fazia dos bra�os remo,

remavas pr� onde eu moro...

J� fui amada e querida

at� das flores do campo.

Hoje me vejo desprezada

de quem eu queria tanto.

Quando eu entrei nesta casa,

logo vi cheia de rosa,

meu cora��o logo disse

que aqui tem mo�a formosa...

Uma velha muito velha,

de t�o velha se curvou.

Ouviu falar em casamento

a velha se endireitou...

Tanto verso que eu sabia,

veio o vento, carregou.

S� ficou-me na mem�ria

o que meu bem me ensinou...

Vamos dar a despedida

como deu cachorro magro,

que encheu sua barriga

e foi sacudindo o rabo.

Fim do Trecho do Livro de Cl�rio Jos� Borges, "Origem Capixaba da Trova".

Artesanato em Conchas

Conhecido internacionalmente, o artesanato de conchas � caracter�stico do Litoral Sul. Mas � em Pi�ma que esta arte tem sua maior express�o, sendo respons�vel pelo sustento de dois ter�os da popula��o local.

S�o colares, enfeites, porta-retratos e ba�s feitos com conchas e b�zios que depois s�o vendidos em feiras e exposi��es no centro da cidade.


Artesanato Ind�gena
No munic�pio de Aracruz, onde est�o as reservas ind�genas Pau-Brasil, Comboios, Boa Esperan�a, Caieiras Velhas e Iraj�, � possivel apreciar as pe�as de palha que os �ndios tran�am formando desenhos em utens�lios de cores muito vivas.


Capara�
Situado na divisa do Esp�rito Santo com Minas Gerais, a Regi�o do Capara� comp�e um santu�rio ecol�gico no qual encontra-se uma significativa �rea preservada de Mata Atl�ntica. Os munic�pios de Alegre, Guacu�, Dores do Rio Preto, Divino S�o Louren�o, I�na, Irupi, Ibitirama, Muniz Freire, Ibatiba e S�o Jos� do Cal�ado formam a regi�o que vem despontando para o turismo com seu grande potencial para o eco e o agroturismo.

A grande atra��o � o Pico da Bandeira, com 2.890 metros, o 3� maior pico do Brasil, localizado no Parque Nacional do Capara�.
 

Mosteiro Zen

Uma vida simples, integrada � natureza e voltada para o autoconhecimento do ser humano. Assim a Roda do Dharma continua girando no Mosteiro Zen Morro da Vargem.

Nas montanhas de Ibira�u, munic�pio de regi�o norte do Esp�rito Santo, em meio a uma reserva de Mata Atl�ntica, localiza-se o primeiro mosteiro zen da Am�rica Latina, o Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem. Desde que foi fundado pelo mestre Ryohan Shingu, em 1974, o Mosteiro dedica-se � forma��o de monges segundo os preceitos do oriente. Toques de sinos, cantos de sutras e disciplina rigorosa s�o em tudo semelhantes aos grandes centros zen budistas da �sia.

O Mosteiro tamb�m oferece treinamentos para os leigos. Todos os meses, homens e mulheres de todas as partes do pa�s entram em contato direto com o zen, reunindo-se para os retiros, conhecidos como seshins. Nesses encontros, monges e leigos praticam o zazen, que consiste em meditar im�vel, sentado em frente a uma parede branca.

Al�m dos retiros peri�dicos, o Mosteiro tamb�m abre aos domingos para visita��o p�blica monitorada. Um lugar de paz e tranq�ilidade, ideal para reflex�o sobre o equil�brio entre a vida e a natureza, assim � o Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem.

VAMPIRO LOBISOMEM DE JACARA�PE


Fotos: Jo�o Carlos Coutinho.

O Clube dos Trovadores Capixabas, CTC e a Academia de Letras e Artes da Serra promoveram o lan�amento do livro de 8 p�ginas, "O Vampiro Lobisomem de Jacara�pe", livro do Escritor e Acad�mico, Cl�rio Jos� Borges.
Trata-se de uma edi��o de Literatura de Cordel, abordando numa narrativa po�tica uma Lenda do Balne�rio de Jacara�pe, na Serra, ES.
O Lan�amento foi realizado no dia 09 de Setembro de 2004, numa quinta feira, com in�cio as 19 horas, na Casa do Congo Mestre Ant�nio Rosa, na Serra, Sede.
Participaram do evento Amigos, Valquilis Jos� Carlini, Paulinho, Lourdinha, Liliane e filhas, Marcelo Furtado. A Secretaria de Promo��o Social, da Prefeitura Municipal da Serra, Nazareth Liberato. Os Poetas Adir Ribeiro e Valdemir Ribeiro Azeredo; Membros do Conselho Municipal de Cultura da Serra, Aur�lio Carlos Marques de Moura, Jo�o Carlos Cristo Coutinho, Ernandes, Teodorico Boa Morte, Cl�rigthom Thomes Borges, Cleberson Jos� Thomes Borges, Zenaide Em�lia Thomes Borges, entre outros nomes de destacada import�ncia.

PANELA DE BARRO

A panela de barro � sem d�vida uma das maiores express�es da cultura popular do Esp�rito Santo. Desde a sua origem � nas tribos ind�genas que habitaram o litoral do Estado � at� os dias de hoje, a t�cnica de sua confec��o e a estrutura social das artes�s pouco mudou.
Os frutos do mar est�o presentes nos principais �cones da gastronomia t�pica da cidade de Vit�ria: A moqueca e a torta capixaba. O preparo destes pratos envolve uma pe�a muito importante do nosso artesanato, a panela de barro.
O trabalho artesanal das paneleiras sempre garantiu a sobreviv�ncia econ�mica de suas fam�lias, como tamb�m de suas tradi��es.
A regi�o de Goiabeiras, ao norte da Ilha de Vit�ria, sempre foi o local tradicional da produ��o de panelas de barro. No in�cio, o trabalho era de cunho familiar e as panelas eram feitas nos quintais das casas das paneleiras. Recentemente, com a cria��o da Associa��o das Paneleiras e a��es da Prefeitura Municipal e outras entidades, foi constru�do um galp�o onde concentrou-se toda a produ��o.

BANDAS DE CONGO

As primeiras Bandas teriam surgido por volta de 1855, segundo relato do Pe. Antunes Siqueira.
Banda de Congo � um Conjunto musical t�pico das regi�es litor�neas do Esp�rito Santo, principalmente no Munic�pio da SERRA.
A banda de congo toca e canta principalmente em festas religiosas, como as de S�o Benedito, S�o Pedro, S�o Sebasti�o e Nossa Senhora da Penha.

A LENDA DO P�SSARO DE FOGO

Uma hist�ria de Amor Capixaba.
Morro do Mestre �lvaro, Serra, ES
e Monte Mochuara (Moxuara), Cariacica, ES


Nas fotos de Cl�rio Jos� Borges, o Morro do Mochuara em Caraiacica, visto da Rodovia do Contorno (BR 101 Norte) e o Morro do Mestre �lvaro, na Serra, visto da altura de 154 metros, do Convento da Penha, em Vila Velha, aparecendo a ilha de Vit�ria, Capital do Estado, em primeiro plano.

Serra e Cariacica s�o c�mplices numa hist�ria de amor. As duas cidades, segundo conta a lenda, relatada entre outros historiadores por Maria Stela de Novaes, est�o ligadas para sempre pela for�a de um sentimento que une at� hoje o �ndio Guaraci (Tribo Temimin�) e a �ndia Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Ver�o. Jaciara significa Tempos de Luar, Noites com raios de Lua.

Pertencentes a duas tribos inimigas - Temimin�s e Botocudos - o jovem casal foi impedido de viver a sua hist�ria de amor. Comovido com a paix�o dos dois �ndios, o Deus Tup� transformou-os em duas montanhas. O �ndio ficou sendo o Mestre �lvaro, na Serra, (Foto) e a �ndia, o monte Moxuara, em Cariacica. O nome Mestre �lvaro � uma homenagem do Padre Jesu�ta Braz Louren�o (Fundador da Serra) ao Capit�o e Mestre de Navio de nome �lvaro da Costa, filho do segundo Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa. O Moxuara � um Morro que fica em Cariacica. Tanto Serra e Cariacica s�o cidades lim�trofes e fazem parte da Grande Vit�ria, Capital do Estado do Esp�rito Santo.

At� hoje eles est�o frente a frente, contemplando um ao outro e assim ficar�o por toda a eternidade. Segundo o historiador Cl�rio Jos� Borges, um "P�ssaro de fogo" sempre � visto nas noites de S�o Jo�o, (24 de junho), indo do Mestre �lvaro ao Moxuara, aben�oando o amor de Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e hist�rias passam, mas cora��es n�o morrem jamais. Observem que esta Lenda Capixaba conta a hist�ria de um P�ssaro de Fogo que colabora na uni�o do jovem casal. H� uma semelhan�a muito grande com a Lenda Russa do P�ssaro de Fogo, imortalizada pelo grande Maestro Igor Stravinsky. Ver detalhes em "Lenda: P�ssaro de Fogo".

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